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sábado, 7 de maio de 2016

EXEMPLO: O Caminho do Pódio - Emanuel é referência do vôlei de praia mundial

Depois de 25 anos de carreira, Emanuel Rego deixou as quadras de areia em março deste ano. "Parei no momento certo", disse Divulgação

Depois de 25 anos com os pés na areia e os olhos na bola, Emanuel Rego construiu uma carreira sólida na história do vôlei de praia. Participou de todas as edições dos Jogos Olímpicos que contaram com a modalidade – Atlanta (1996), Sydney (2000), Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012) – e conquistou medalhas nos três últimos (ouro na Grécia, bronze na China e prata na Inglaterra).

Também é o detentor de três campeonatos mundiais (Marselha, em 1999; Rio de Janeiro, em 2003 e Roma, em 2011), dois ouros em Pan Americanos (Rio de Janeiro, 2007 e Guadalajara, em 2011) e vários títulos em circuitos mundiais.

Com a biografia rica em premiações, o atleta de 42 anos pôs um ponto final na lista de pódios nas praias do Brasil e do mundo em março deste ano. “Eu tive uma carreira muito sólida, 25 anos no esporte, acho até que surpreendi a mim mesmo, onde eu cheguei, pelos títulos, pela solidez de tudo que eu construí. Então, eu parei no momento certo”.

Emanuel evoluiu junto com o esporte. À medida que as arenas atraíam fãs do esporte e os jogos eram exibidos na televisão, mais ele crescia, a ponto de ser uma das grandes referências da modalidade. Foi eleito melhor jogador dos Jogos Olímpicos de 2004 e do Circuito Mundial de 2006 e 2011. Ainda recebeu, da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), o prêmio de “Atleta da Última Década do Século”.

Em entrevista à Agência Brasil, o agora ex-atleta lembrou do último apito que ouviu enquanto profissional, após a derrota para uma dupla chilena que tirou as chances de participar de sua sexta Olimpíada. “Naquele momento, mesmo preparado para a situação, eu senti bastante. Eu senti um nó na garganta, um sentimento de 'infelizmente não vou jogar em alto nível o voleibol de praia'. [...] me deu uma tristeza por um momento, porque deixar de fazer algo que você faz com tanto prazer por 25 anos é duro. É dura a decisão naquele minuto, no ponto final.”


Agência Brasil

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